Pesquisa analisa a efetividade das campanhas para um trânsito mais seguro realizadas por órgãos governamentais

Pesquisa analisa a efetividade das campanhas para um trânsito mais seguro realizadas por órgãos governamentais

23 de maio de 2017 // In MESTRADO, Pesquisa

O mês de maio é marcado pela campanha “Maio Amarelo”, que tem o objetivo de chamar a atenção das pessoas para a necessidade de um trânsito mais seguro. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é o quarto país com mais mortes no trânsito. Esse dado alarmante chama a atenção para o papel dos governos em desenvolver ações para reverter esse quadro. As campanhas publicitárias de conscientização para um trânsito mais seguro são sempre um recurso bastante utilizado nesse sentido. Foi com o interesse em desvendar o real impacto dessas campanhas que a aluna do Mestrado em Administração do Centro Universitário Unihorizontes, Luciana Maria Eliza do Vale, sob a orientação da professora Caissa Veloso e Sousa, realizou uma pesquisa que avalia a efetividade das campanhas realizadas pelos órgãos governamentais no Brasil, na percepção de motoristas habilitados, no estado de Minas Gerais, nas diversas categorias de CNH.

A pesquisadora destaca que as causas dos acidentes de trânsito são diversas, podendo compreender a imprudência dos condutores, como o excesso de velocidade e o desrespeito à sinalização e enxerga na conscientização o melhor caminho. “As práticas para um trânsito seguro são determinantes para a mobilidade, o desenvolvimento, a segurança e a saúde, importantes coadjuvantes na convivência saudável da sociedade”, explica. “Diante disso, as campanhas educativas podem contribuir com a promoção de um tráfego mais humano, conduzindo a situações de maior bem-estar social”.

Luciana salienta que a publicidade incorporada à segurança de trânsito busca a manutenção da integridade física das pessoas, por meio de apelos e mensagens diretas de “não corra”, “não ultrapasse o sinal vermelho”, “não beba e dirija”. Nos países de primeiro mundo, as campanhas educativas são elaboradas com cenas aparentemente reais, de diferentes tipos de acidentes. “A Austrália, por exemplo, é pioneira na educação de choque e suas campanhas estão entre as mais visualizadas no mundo, refletindo cenas fortes e que relatam situações do cotidiano das pessoas daquele país”, explica.

No Brasil, de acordo com a pesquisa, as campanhas educativas de trânsito são, de certo modo, sutis, ilustrando as consequências de prejuízos ocasionados pelos fortes impactos das colisões no trânsito. “As campanhas brasileiras apresentam, de maneira geral, forte apelo ao humor e à reflexão indireta, por meio de mensagens leves sugerem a mudança de comportamento”. Ainda de acordo com a pesquisa, esse tipo de abordagem se justifica pelo Código Brasileiro de Trânsito (CTB) que determina que as campanhas de educação para o trânsito devem ressaltar ações positivas para que não ocorra a banalização das consequências por meio da violência.

A pesquisa contou com uma amostra de 583 respondentes e visou medir a receptividade das campanhas no público estudado. Evidenciou-se a influência das ações das campanhas de marketing social sobre o comportamento dos sujeitos e sua possível influência na prevenção ou redução dos acidentes de trânsito. “Por meio dos dados coletados, foi possível inferir que essas ações são bem aceitas pelos pesquisados e contribuem para uma exposição positiva dos órgãos que as realizam”.

A pesquisa constatou que a percepção do público analisado vai no sentido contrário da recomendação do Código Brasileiro de Trânsito, pois as campanhas que mostram cenas mais fortes e imagens trágicas são tidas como mais eficazes. “Os entrevistados se sensibilizariam mais com apelos trágicos de campanhas. Nesse aspecto, as imagens com cenas ‘fortes’ e que evidenciam a perda de parentes e amigos, bem como traumas graves, poderiam ser mais assertivas no objetivo de engajar os motoristas a dirigirem com prudência”, salienta a pesquisadora.

Os pesquisados cometem imprudência no trânsito em prol de vantagens temporárias, como ganhar tempo, por exemplo.  Nesse aspecto, é possível inferir que não há desconhecimento das regras, mas sim uma baixa consciência acerca das consequências dos atos de infração no trânsito, algo que reforça a necessidade de campanhas educativas que alertam para os riscos e as consequências trágicas que a imprudência no trânsito pode acarretar.

Outra evidência que vai nesse mesmo sentido está relacionada à percepção de efetividade, por parte dos entrevistados, das condutas punitivas, como multas, apreensões de veículos, retenção da permissão para dirigir ou mesmo do motorista. “Na visão da amostra estudada, essas ações não serviriam como fator de “educação” e mudança de comportamento no trânsito e só surtem efeito na medida em que a pessoa acredita que pode ser punida”. Este fato, explica Luciana, reflete na necessidade de ações regulares para “convencimento” dos motoristas sobre a importância da adoção de determinados comportamentos, que são passíveis de melhora do bem estar dos cidadãos, de forma mais ampla.

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